
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Blog do Dr. Marco Sobreira: UM CORRUPTO INCOMODA A MUITA GENTE...
Mensagem da Inteligência Coletiva Anonymous.
Somos a Inteligência Coletiva Anonymous.
A inteligência Coletiva Anonymous é o meme de recolhimento e pesquisa de dados de modo a filtrar o joio do trigo assim como proteger a Colméia dos perigos e ameaças contra ela.
Através desta mensagem os felicitamos pelas recentes passeatas realizadas no ultimo dia 7 de setembro e em seu sucesso neste primeiro passo para despertar a população brasileira de seu letárgico sono frente aos mecanismo da corrupção.
Salientamos no entanto o fato de que este primeiro movimento não deve ser encarado como ato único, mas sim o primeiro de uma série, contra a corrupção. .
Nossa missão, se escolhermos está será o segundo passo em direção ao combate a corrupção e consistirá em educar as pessoas, e neste caso falamos do povo brasileiro sobre o funcionamento dos mecanismo da corrupção pública e privada, e como devemos de forma eficaz, combate-los. Sabemos a diferença entre opiniões, fatos e verdades. Entendemos a natureza das falácias lógicas e devemos procurar todos os meios de expô-las.
Nosso objetivo, nos próximos dias e semanas, é começar a reunir informações de todas as fontes e meios, sobre o funcionamento destes mecanismo de corrupção dentro de nossa sociedade. Acreditamos no poder de uma rede inteligente de pessoas para aplicar os princípios da pesquisa objetiva a fim de coletar fatos objetivos para chegar à verdade. Somente assim poderemos criar operações eficazes para gerar pressão dentro de nossas Casas Parlamentares para que medidas ´possam ser tomadas para punir e coibir a corrupção não apenas na politica, mas dentro do todo de nossa sociedade. Desta forma todos aqueles que tem conhecimento sobre matérias constitucionais, ou que irão buscar informações são bem vindos em nossa meta de educar o povo e pressionar os três poderes.
A Mobilização nas ruas é algo importante e mostra como a população começa a se preocupar sobre o seu papel dentro de uma democracia. Mas essa mobilização também deve se refletir por meio da pressão desta mesma população de uma continua e uniforme de agora em diante, ou todos os seus esforços serão inutéis.
Nós nivelamos o campo por pesquisas objetivas.
Nós somos a Inteligência coletiva Anonymous.
Nós Somos Legião.
Nós Não Esquecemos.
Nós Não Perdoamos.
Espere Por Nós.
sábado, 24 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Nas ruas, acadêmicos protestam em prol da federalização da Uniuv
O protesto durou cerca de uma hora e ocorreu em razão da demora na federalização, que é prometida para o início de 2012

Passeata iniciou na Avenida Marechal Deodoro e continuou pelas principais ruas do centro de Porto União e União da Vitória (Foto: Rodrigo Seccon).
Milhares de acadêmicos participaram da mobilização em prol da fusão do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv) com o Instituto Federal do Paraná (IFPR). O protesto da noite de ontem, 20, foi organizado pelo Diretório Acadêmico da Uniuv. A passeata durou cerca de uma hora e ocorreu em razão da demora na federalização, que é prometida para o início de 2012, por representantes políticos do estado e do governo federal. A ideia da comunidade estudantil também foi aderida por acadêmicos de outras instituições de ensino superior de Porto União-SC e do ensino médio, com comum interesse em garantir estudo gratuito na região. Os estudantes percorreram as principais ruas e avenidas do centro das cidades gêmeas e atrairam a atenção dos moradores, nas janelas e portas das casas.
*Nota: o texto foi editado pelo moderador no trecho onde dizia em que mais de 300 acadêmicos participaram do evento. Segundo a assessoria de imprensa da Uniuv, mais de 2 mil pessoas estavam envolvidas.
A mobilização aumentou após o anúncio da implantação de uma unidade da IFPR em União da Vitória-PR, realizado pela presidente Dilma Roussef, na manhã de terça-feira, 16 de agosto desse ano. União da Vitória foi anunciada como uma das novas unidades, junto com as cidades de Pitanga, Cascavel, Capanema, Pinhais, Colombo e Jaguariaíva.
A consolidação das novas unidades está prevista para ocorrer nos próximos três anos, ou seja, somente em 2014, e é questionada pela comunidade estudantil por ser ano eleitoral. "As vezes alguns falam, acham que o diretório é contrário a implementação da sede da IFPR e somente a favor da federalização da Uniuv. Se o Instituto não viesse para cá, iria para outra cidade. Então, está correto, quando veio, tem que abraçar mesmo. Agora, gostaríamos que as mesmas pessoas que lutaram para trazer o Instituto lutassem junto pela federalização da Uniuv. Pra fazer com que essa federalização não se torne um artifício para eleição, para vangloriar alguém, e sim, para ajudar a sociedade geral, para trazer benefícios no mercado de trabalho e formar profissionais competentes na região", descreve Alexandro Hoepers, presidente do Diretório Acadêmico XXX de Abril (Data), da Uniuv.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Governo Petista recolhe bicicletas doadas a estudantes em programa social
GDF diz que falta treinamento para os alunos; MEC não se pronunciou
As bicicletas do programa “Caminho da escola”, entregues pelo governo do Distrito Federal e pelo governo federal a estudantes da rede pública do Recanto das Emas, foram recolhidas logo após a cerimônia de lançamento do programa, no dia 26 de agosto.
O Recanto das Emas, a 26 quilômetros de Brasília, foi a primeira região do DF a aderir ao programa do Ministério da Educação que entrega bicicletas de graça a estudantes da rede pública.
Depois do anúncio do início do programa, do qual participaram o governador Agnelo Queiroz e o ministro da Educação, Fernando Haddad, as bicicletas foram levadas para um galpão, onde estão guardadas até hoje, sem uso. Três bicicletas ainda não foram devolvidas.
O Ministério da Educação foi procurado, mas informou que não vai se manifestar sobre o assunto.

Notícia publicada na Agência Brasília, do governo do Distrito Federal, no dia da cerimônia de lançamento do programa. (Foto: Agência Brasília/Reprodução)“Muita gente se sentiu revoltada porque pensou que já ia usar a bicicleta. Teve muita gente animada com a bicicleta e foi tudo fachada, não entregaram. Ficamos frustrados”, falou uma estudante.
A aluna Thaís Gonçalves, que aparece no painel do governo sobre o programa, também não ficou com a bicicleta. Ela diz que a maioria dos alunos foi avisada pelo diretor que a entrega era simbólica. Quem levou a bicicleta para casa depois da cerimônia teve que devolver.
Ministro Haddad a esquerda e Governador Agnelo Queiroz do PT anda de bicicleta durante lançamento do "Caminho da escola" (Foto: Divulgação)

A diretora da regional de ensino, Adriana Muller, confirma que a entrega foi simbólica e explica que isso ocorreu porque os estudantes precisam passar por um treinamento – o que, segundo ela, deve ocorrer em duas semanas. “A gente teve um lançamento do programa e depois a execução dele”, justificou.
Na época do lançamento, porém, o treinamento foi citado como já realizado. “Os alunos, como eles passam por uma formação, eles estão fazendo um curso antes de receber as bicicletas. Nesse curso, eles também estão sendo preparados para essa manutenção básica, de soltou uma corrente, precisou apertar um parafuso, ele também está sendo preparado. Além de já ter disponível junto com a bicicleta e o capacete alguns itens necessários para fazer essa manutenção", disse Adriana Muller, na época da cerimônia.
O Detran-DF é o responsável pelo treinamentos que as crianças vão receber para usar as bicicletas. Nesta segunda-feira (19), o diretor de Educação no Trânsito, Marcelo Granja, disse que não tinha conhecimento do recolhimento das bicicletas.
Um assessor do departamento informou que a parte teórica do treinamento já foi realizada e que a parte prática foi suspensa a pedido da Secretaria de Educação.
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, que informou que a Secretaria de Comunicação está respondendo sobre o assunto. A secretaria informou, por meio de nota, que a a entrega feita em agosto "foi simbólica". Segundo a secretaria, o programa é dividido em fases.
"A primeira é a de sensibilizar a comunidade e dar informações para atrair interessados. A segunda, prevê o curso de formação para os alunos estarem aptos a andar como, por exemplo, direção defensiva. Passada essa fase, será feita a entrega definitiva das bicicletas", diz a nota.
Ainda de acordo com a secretaria, "todos os alunos presentes no evento" vão receber as bicicletas. "O governo não poderia entregá-las de forma irresponsável, sem que os alunos recebessem o curso de treinamento, que já está em andamento. Também estão sendo instalados os bicicletários para guardar as bicicletas."
Enquanto a propaganda está nas ruas, os alunos continuam indo a pé para escola. “Depois que a gente recebeu [as bicicletas], eles [as] recolheram. Não se ouviu mais falar das bicicletas”, afirmou o estudante Sérgio Luiz.
Aumento de IPI para carros importados revela 'preocupação exagerada' com o setor - CBN
Aumento de IPI para carros importados revela 'preocupação exagerada' com o setor
Entrevista com Miguel Jorge, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-brasil/2011/09/19/AUMENTO-DE-IPI-PARA-CARROS-IMPORTADOS-REVELA-PREOCUPACAO-EXAGERADA-COM-O-SETOR.htm
domingo, 18 de setembro de 2011
O novo operador do orçamento - O secretário nacional do PT, Romênio Pereira, é acusado de participar de quadrilha que desviou mais de R$ 700 milhões
ALAN RODRIGUES E RUDOLFO LAGO
Em abril passado, Romênio Pereira, secretário nacional do PT, articulou uma reunião de mais de 300 prefeitos do partido com os ministros Dilma Rousseff, da Casa Civil, e Paulo Bernardo, do Planejamento. No Hotel Nacional, em Brasília, eles foram informados sobre a melhor maneira de obter recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, para seus municípios. Até a semana passada, deveria caber a ele repetir a cena quando a eleição deste ano chegasse ao fim. Mas antes mesmo que o PT possa contar o número de novos prefeitos, Romênio Pereira vai ter de responder por uma encrenca das grossas.
No próximo mês, o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, apresentará ao Supremo Tribunal Federal (STF) o resultado de uma investigação que atinge diretamente o secretário nacional do PT e vários deputados. Trata-se do resultado da petição 3683, que tem como apenso a petição avulsa 53976, que investiga a ação criminosa de deputados federais, lobistas, funcionários públicos e prefeitos que se locupletavam comercializando emendas parlamentares ao Orçamento da União. Segundo o Ministério Público, essa quadrilha teria desviado mais de R$ 700 milhões. É uma espécie de nova máfia do Orçamento, à semelhança do caso que há 15 anos resultou em acusações contra 15 parlamentares. Desses, seis foram cassados e quatro renunciaram. Detalhe: na antiga denúncia, apontou- se um desvio de R$ 101 milhões.
Com mais de dez mil páginas, 20 volumes, 80 gigas de memória em arquivos, o inquérito revela a radiografia de um sofisticado esquema criminoso que envolve 23 construtoras e 119 prefeituras espalhadas pelos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. Nas investigações, ficou comprovado que a quadrilha desviou verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e montou uma rede de informações privilegiadas, com participação de funcionários do Ministério das Cidades, Integração Nacional, Saúde e até do Tesouro Nacional.
A denúncia, que tramita em segredo de Justiça, é demolidora: "A execução do esquema delituoso passou a ser feita por grupos organizados nos moldes de verdadeiras organizações criminosas (...), unidos para a consecução do objetivo comum de promover o desvio de recursos públicos federais destinados aos municípios para o financiamento de obras públicas". A quadrilha, ainda segundo o inquérito, agia sob as ordens do lobista João Carlos de Carvalho, um empresário mineiro que ficou milionário com o esquema que funcionava há pelo menos sete anos na Esplanada dos Ministérios. No Congresso, seu principal elo era o deputado João Magalhães (PMDB-MG). No documento, obtido com exclusividade por ISTOÉ, aparecem os nomes de sete parlamentares. Além deles, o procurador também aponta o dedo para Romênio Pereira, como o suposto elo entre lobistas, prefeituras e o governo.
A escalada de Romênio Pereira no PT sempre deixou intrigada uma boa parte dos dirigentes históricos do partido. Afinal, ele nunca foi nenhum ideólogo, não teve participação nos movimentos sociais e muito menos militou na área sindical. Apesar dessa carência de credenciais, Romênio é um dos 12 integrantes da cúpula nacional. Era vice-presidente do partido até o ano passado. Se não tivesse havido intervenção no partido após a renúncia de José Genoino, durante a crise do Mensalão, há três anos, ele teria se tornado presidente do PT. Agora, como um dos nove secretários nacionais, tem a missão de facilitar o trânsito dos prefeitos do partido com os diversos ministérios, em busca de projetos e programas que melhorem a vida nos municípios. "O secretário de Relações Institucionais cuida da relação do partido com os prefeitos", diz Romênio. "Eu sou chamado no PT de Rei dos Grotões", emenda.
Ao monitorar João Carlos de Carvalho, a PF descobriu que ele conversava seguidamente com Romênio. Entre os dias 13 de junho e 19 de novembro de 2007, período do monitoramento, foram sete encontros. "Primeiro, os encontros são sempre regulares, com espaço médio de 20 dias entre eles; segundo, sempre acontecem em locais seguros, na casa de João Carlos ou no gabinete de Romênio; terceiro, nunca é tratado no telefone o motivo desses encontros, o que indica a adoção de cautelas contra eventual escuta telefônica; quarto, há sempre referência nas conversas a "aquele amigo" ou "aquele meu amigo", a "acerto", técnicas de diá-logo utilizadas por quem quer ocultar eventual ilicitude dos seus atos", diz o documento do Ministério Público Federal. Procurado por ISTOÉ, Romênio diz nada saber sobre as referências a "um amigo", "aquele meu amigo" ou "acerto", captadas nas escutas telefônicas.
"A suspeita é de que ele atue politicamente para viabilizar, perante os ministérios e outros órgãos do governo federal, a rápida destinação dos recursos aos municípios e a celebração dos convênios", escreve o procurador-geral, na página 13 do documento. "Não fiz pedido a nenhum ministério para atender a qualquer demanda específica do João Carlos", rebate o dirigente do PT. Noutro trecho, Antônio Fernando de Souza é ainda mais contundente. "Não há razão lícita aparente que justifique os 'negócios' entre os dois interlocutores. João Carlos atua na área de construção civil, comandando um suposto esquema de fraudes em licitações com desvio de recursos públicos federais, enquanto Romênio é um articulador político do Partido dos Trabalhadores", escreveu o procurador, que continua: "Uma investigação mais apurada desse suspeito relacionamento entre o lobista João Carlos de Carvalho e o secretário nacional de Assuntos Institucionais do Partido dos Trabalhadores Romênio Pereira permitirá esclarecer as razões dos freqüentes encontros e se de fato Romênio Pereira seria a pessoa que proporciona a João Carlos os contatos necessários para viabilizar as fraudes investigadas." João Carlos não foi encontrado pela reportagem para comentar a denúncia.
Dentro da burocracia partidária, Romênio chama a atenção por uma característica peculiar: ele não usa computador e só escreve a lápis. Assim como o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o exsecretário- geral Sílvio Pereira, defenestrados do partido depois do escândalo do Mensalão, Romênio construiu sua carreira partidária à sombra do poder. Mineiro de Patos de Minas, ele é irmão do deputado federal Geraldo Magela (PT-DF). Pragmático, o secretário nacional se declara um dos petistas mais abertos a ampliar alianças. Na cúpula, foi o único que apoiou abertamente a união do PT com o PSDB mineiro em apoio ao candidato do PSB, Márcio Lacerda, à Prefeitura de Belo Horizonte.
A ISTOÉ, Romênio não negou a relação com o lobista João Carlos de Carvalh
o. "Eu só não sabia que ele era lobista." Romênio diz que conhece Carvalho há cinco anos. Foi apresentado a ele no aeroporto de Belo Horizonte, antes de um vôo para Brasília, pelo ex-prefeito de Governador Valadares João Fassarella, morto em 2006. "Ele nos viu conversando e se aproximou. A partir daí, começou a procurar ter encontros comigo", diz. Segundo Romênio, depois do terceiro encontro, ele perguntou o que, afinal, Carvalho queria com ele. "Sou um pequeno empresário na área de projetos. Quero que você me apresente a prefeitos", disse o lobista, de acordo com o relato de Romênio. Nesse caso, Carvalho tinha ido ao endereço certo. "Mas eu não me lembro de ter indicado qualquer prefeitura para favorecer o João Carlos", defende-se Romênio.
Como, então, explicar tantos encontros, até com o convite, aceito, para que Romênio almoçasse em Belo Horizonte na casa de Carvalho, num apartamento avaliado em quase R$ 2 milhões? "Ele parecia um homem simples, simpático. Estabeleceu- se uma boa relação, uma relação de um quadro político com um pequeno empresário", diz Romênio. De qualquer modo, numa das conversas grampeadas, Carvalho reclama que o diretor de produção habitacional do Ministério das Cidades, Daniel Vidal Nolasco, "não está ajudando nada". Romênio dá uma explicação: "Ele, de fato, uma vez me perguntou se eu conhecia alguém no Ministério, eu conhecia o Daniel". Em outra conversa captada, a PF diz que Romênio disse a Carvalho que Nolasco queria falar com ele. "Não me lembro disso", defende-se Romênio. "De tudo, porém, estou seguro de que não há nada que me comprometa com esse rapaz", diz o dirigente, referindo- se a Carvalho.
A etapa inicial da investigação sobre esse novo escândalo do Orçamento resultou na Operação João-de-Barro, que promoveu a prisão de prefeitos, empreiteiros e lobistas de Minas Gerais e apontou o envolvimento direto dos deputados mineiros João Magalhães (PMDB) e Ademir Camilo (PDT). Ambos estão sendo investigados pela Corregedoria da Câmara dos Deputados, em processos que podem resultar na cassação dos seus mandatos. As prisões e outras providências pedidas no dia 11 de junho pelo procurador- geral da República, Antônio Fernando de Souza, ampliaram as informações obtidas pela Polícia Federal. O que vai surgir agora concentra- se principalmente nas investigações que resultaram dos "Autos Apartados em Petição 3683", em que Antônio Fernando de Souza encaminha ao Supremo detalhes das investigações que estão em curso. O relatório identifica o nome de outros três parlamentares mineiros, além de Magalhães e Camilo, que apareceram nas escutas telefônicas: José Santana de Vasconcelos Moreira (PR), Jaime Martins Filho (PR) e José Miguel Martini (PHS). E menciona outros dois, também de Minas, cujas emendas orçamentárias teriam sido usadas pelo esquema: Leonardo Monteiro (PT) e Carlos William (PTC).
Segundo a denúncia do procuradorgeral da República, o esquema funcionava da seguinte forma: primeiro, o deputado indicava os municípios e os valores para a liberação de verbas, utilizando emendas do Orçamento de sua autoria ou de terceiros. Feito isso, a quadrilha passava para a segunda etapa do crime, que é a assinatura dos convênios. Nesse momento, a elaboração dos projetos ficava a cargo do lobista, que também se encarregava de acompanhar sua aprovação. Quando o empenho (a garantia da futura liberação do dinheiro) era assinado, o prefeito pagava um percentual (entre 10% e 12%) para Carvalho. Caso se recusasse a pagar, Carvalho tinha o poder de conseguir o direcionamento da verba para um outro município.
Um caso emblemático é narrado nos documentos obtidos por ISTOÉ. Em um deles, o prefeito petista da cidade mineira de São Félix de Minas, Wanderley Vieira de Souza, conversa com a assessora de Magalhães, Mary Lanes, sobre como deveria fazer para pagar a propina. A assessora oferece a sua própria conta bancária para que o prefeito faça o depósito:
- Deixa eu te falar, você não me ajeita uma conta para fazer a transferência daquele dinheiro, não? - pergunta o prefeito.
- Transfere para a minha conta, então - sugere Mary Lanes.
Numa conversa posterior, Mary Lanes indica a Wanderley uma conta num banco.
- Beleza! Vem cá, eu coloco é 39 ou 40 mil? - pergunta o prefeito.
- Quarenta. Fechado - responde Mary.
- Então, é 11%, né, danada? - completa Wanderley.
No depoimento que prestou à comissão de sindicância criada pelo corregedor- geral da Câmara, Inocêncio Oliveira (PMDB-PE), para investigar seu caso, o deputado Magalhães indicou que novos nomes apareceriam na investigação da complexa trama que o esquema de desvio de verbas criou. "Ele, que teve acesso a todo o processo, nos disse que há vários envolvidos e que a conclusão da investigação iria demorar", disse à ISTOÉ um dos assessores da comissão de sindicância. Encontrar os demais envolvidos e as suas conexões é a tarefa em que se debruçam agora a PF e o Ministério Público Federal. No caso específico de Romênio, para tanto, o ministro do STF, Cezar Peluso, responsável pelo inquérito no Supremo, autorizou as quebras dos seus sigilos telefônico, bancário e fiscal, já que "foram, ademais, captados, nas interceptações, diálogos que comprovariam o envolvimento, no esquema, de Romênio, sob a suspeita de que atuaria politicamente para viabilizar, perante os Ministérios e outros órgãos federais, a rápida assinatura de convênios e a destinação dos recursos aos municípios...". Procurado por ISTOÉ, o deputado Magalhães disse que estava impedido por seus advogados de falar. "Eu só posso dizer que não tenho nada com isso e vou mostrar que sou inocente", disse.
DEPUTADO ACUSADO DE ROUBAR DEPUTADO
Os novos anões do Orçamento não perdoam nem os colegas
Vem de um procurador ouvido por ISTOÉ a mais curiosa revelação do esquema dos novos "Anões do Orçamento". "Apuramos que um deputado roubou dinheiro de outro deputado", revela ele, que participou das investigações. Essa ação inusitada foi possível porque o esquema mantinha um monitoramento constante da execução orçamentária. Assim, sabia qual deputado solicitara verba para tal cidade. A rede montada pelo esquema agia, então, para acelerar a liberação, e acertava o convênio com o prefeito, muitas vezes sem que o deputado autor da emenda soubesse o que estava acontecendo. Na página 29, do volume 14, a transcrição de um grampo telefônico deixa clara essa estratégia. Tratase de uma conversa, no dia 14 de julho de 2007, entre o deputado João Magalhães e sua assessora Mary Lanes: "A gente belisca nas outras... Aqui, o negócio do Leonardo é só nós dois, ninguém sabe não, tá? O negócio do Leonardo, os 10% dele é meu e seu, ninguém sabe disso não", diz Magalhães.
Segundo um dos procuradores que trabalham na investigação, Leonardo no caso é o deputado federal Leonardo Monteiro, do PT. "Eu não sei se o Leonardo que o João Magalhães cita sou eu mesmo, mas isso tudo aí é muito estranho", defende-se Leonardo. "Se isso aconteceu de fato, então eu sou vítima." O deputado José Miguel Martini (PHS), também citado no relatório, é mais incisivo. "Eu fui usado por esse esquema", reclama. No caso, João Carlos de Carvalho telefonou para o gabinete de Martini na Câmara e converconversou com um assessor do deputado, Cláudio de Faria Maciel. Depois de um entendimento prévio, Carvalho indicou ao assessor que apresentasse uma emenda ao Ministério das Cidades, para calçamento de ruas, no município mineiro de Dom Joaquim.
"Esse sujeito procurou o gabinete dizendo que tinha espaço político e poderia ajudar a liberar emendas. Eu não o conhecia. Então, para iniciar uma relação, eu orientei meu assessor a indicar uma emenda de valor baixo, apenas para ver o que acontecia", explica Martini. "Eu pessoalmente não falei com ele, não conheço o sujeito, não sabia que era lobista. A gente recebe ligação de um monte de gente sem saber quem é. Eu não tenho bola de cristal", defende-se. Martini afirma que, depois que Carvalho foi preso na Operação João-de-Barro, ele solicitou aos Ministérios que cancelassem todas as suas emendas orçamentárias.
A Polícia Federal suspeitava que a emenda de outro deputado também tivesse sido usada da mesma forma pelo esquema. No caso, o deputado Carlos William. Mas ele mesmo deu à ISTOÉ outra explicação. "O pessoal do meu gabinete não tem muita experiência com orçamento. Então, como eles têm amizade com o pessoal do gabinete do João Magalhães, pedem para eles acompanharem a execução das nossas emendas", disse William. Com a conclusão da PF e do Ministério Público de que Magalhães era um dos comandantes do esquema, foi como pedir à raposa que tomasse conta do galinheiro.
sábado, 17 de setembro de 2011
STJ anula investigação da PF contra a família Sarney - Analise o Inquérito
Corte avaliou que grampos que originaram as quebras de sigilo foram ilegais
Decisão da 6ª turma foi unânime; Ministério Público ainda pode recorrer da decisão ao próprio STJ e ao STF
ANDREZA MATAIS
FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou todas as provas obtidas pela operação da Polícia Federal que investigou os negócios do empresário Fernando Sarney e outros familiares do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
A decisão da 6ª Turma do STJ foi unânime e devolve as investigações à estaca zero. Escutas telefônicas, extratos bancários e documentos fiscais obtidos pela PF não poderão ser usados para processar ninguém, de acordo com a decisão.
Os ministros do STJ entenderam que os grampos que originaram as quebras de sigilo foram ilegais.
O STJ também anulou neste ano provas obtidas pela PF ao investigar os negócios da construtora Camargo Corrêa e do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity.
Batizada inicialmente de Boi Barrica, nome de um grupo de folclore maranhense ligado à família Sarney, e depois rebatizada como Faktor, a operação da PF foi deflagrada em 2007 devido à movimentação atípica de R$ 2 milhões na conta de Fernando Sarney e da mulher dele, Teresa. O empresário é filho do presidente do Senado.
Durante a investigação, a PF encontrou indícios de tráfico de influência em órgãos do governo federal, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Fernando Sarney sempre negou todas as acusações feitas pela PF.
Entre 2009 e 2010, a Folha publicou trechos de diálogos gravados pela PF na operação. As conversas mostravam que Fernando Sarney tinha influência sobre a agenda do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
SARNEY E ROSEANA
Sarney e sua filha, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), aparecem nas interceptações telefônicas tratando com Fernando Sarney e outras pessoas de nomeações para cargos estratégicos no governo Lula.
As escutas se estenderam por pelo menos por sete meses. Os diálogos levaram a Justiça a autorizar a quebra dos sigilos fiscal, bancário, telefônico e dos e-mails de dezenas de pessoas, entre elas Fernando Sarney.
Agora, o STJ entendeu que houve "carência de fundamentação" na decisão que autorizou as escutas.
De acordo com os ministros, o grampo telefônico deve ser uma "exceção" e só pode ser autorizado depois de os investigadores esgotarem os demais recursos.
Na avaliação do STJ, a Polícia Federal e o Judiciário do Maranhão não exibiram justificativas suficientes para as interceptações telefônicas.
DECISÃO
A decisão do STJ foi tomada a pedido de João Odilon Soares, um funcionário do grupo de comunicação controlado pela família Sarney que também aparece como sócio de uma empresa da família que, segundo a PF, foi usada para lavar dinheiro.
Sua defesa é feita pelo advogado Eduardo Ferrão, o mesmo que representa a família Sarney. Procurado ontem, Ferrão não retornou as ligações. Por analogia, a decisão se estende a todos os investigados pela PF.
O Ministério Público Federal ainda pode tentar derrubar a decisão, recorrendo ao próprio STJ e ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Em agosto do ano passado, a Folha revelou que o TRF (Tribunal Regional Federal) decidira anular a interceptação de e-mails pela operação Faktor atendendo a Odilon e seu advogado.
Entre as mensagens interceptadas pela polícia que foram anuladas pelo STJ, uma indicou remessa de dinheiro de Fernando Sarney para o exterior, o que ele sempre negou.
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Colaborou NÁDIA GUERLENDA, de Brasília
VOLUME 1
VOLUME 2
VOLUME 3
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
O carnaval temporão do PT e a segunda Quarta-Feira de Cinzas dos corruptos
Merecidamente escalado para abrir os festejos, Dirceu apareceu na TV fantasiado de especialista na recuperação de larápios compulsivos. “O congresso do PT vai reafirmar nossa luta contra a corrupção”, avisou horas antes do início da quermesse dos pecadores sem remorso. Há quase 50 anos colecionando anotações no prontuário, há cinco sentado no banco dos réus do Supremo Tribunal Federal, o guerrilheiro de festim à espera de julgamento por formação de quadrilha e corrupção ativa descobriu que a cura para gatunos juramentados não está no velho Código Penal, mas numa nova lei eleitoral.
“Voto em lista e financiamento público são a bandeira do PT para eliminar o poder econômico, a corrupção, o caixa dois e democratizar o sistema eleitoral”, receitou o doutor em bandalheiras. “A reforma política é um dos principais antídotos contra a corrupção”. No dia seguinte, depois de trocar o paletó sempre curto demais pela guayabera de cubano honorário, Rui Falcão não hesitou em trucidar a verdade e a língua portuguesa para juntar-se a Dirceu na luta em defesa da moral e dos bons costumes.
“Apoiamos incondicionalmente o combate sem tréguas da corrupção”, recitou o presidente do PT para a plateia de quase 2 mil militantes. Todos já sabiam, graças a um documento com as propostas da tendência majoritária, que o partido havia retomado o monopólio da ética, confiscado há seis anos pelo escândalo do mensalão. Como nos velhos tempos, o comando da sigla voltou a decidir, sem fazer consultas nem admitir palpites, quem é ou quem não é corrupto, quem já foi, quem deixou de ser e quem será.
“A oposição, apoiada – ou dirigida – pela conspiração midiática que tentou sem êxito derrubar o presidente Lula, apresenta-se agora liderando uma campanha de ‘apoio’ à presidente Dilma, para que esta faça uma ‘faxina’ no governo”, adverte um trecho do documento, que logo adiante acusa os governadores do PSDB de “omissão no combate à corrupção em seus próprios Estados”. No sábado, um orador lembrou que ninguém tem mais ojeriza que Lula a parlamentares picaretas, sejam eles 300 ou 3 mil. No domingo, o documento com as decisões aprovadas na quermesse fechou com tambores e clarins o carnaval fora de hora.
“Mais que um desafio, combater sem tréguas a corrupção é um compromisso inarredável do PT e do nosso governo, que há de ser honrado sem esvaziar a política ou demonizar os partidos, sem transferir acriticamente, para setores da mídia que se erigem em juízes da moralidade cívica, uma responsabilidade que é pública”, alertou a sopa de letras. Tradução: o combate à roubalheira é coisa séria demais para ser tratada pela imprensa ou por partidos de oposição.
Ou por jovens brasileiros inconformados com a ladroagem em escala industrial, emendaram as velhas vestais despudoradas quando o carnaval acabou. Se o falatório dos dias anteriores fosse sincero, os foliões ficariam entusiasmados com o movimento contra a corrupção. Acabaram traídos pela irritação causada pelos atos de protesto programados para o dia 7. Todos enxergaram, por trás do alvo abrangente, uma estrela vermelha. A reação colérica só serviu para confirmar que, aos olhos dos próprios companheiros, PT e corrupção são hoje coisas indissociáveis.
O abraço de afogado foi exposto nas manifestações da quarta-feira. Multiplicados por fotos, inscrições em faixas ou cartazes e palavras de ordem, os nomes e os rostos de um casal de celebridades foram lidos e ouvidos em todas as manifestações. Ela é a deputada Jaqueline Roriz, que aproveitou uma meiga troca de sussurros com Cândido Vaccarezza, líder do governo no Congresso, para agradecer a ajuda do PT e da base alugada no plano montado para livrá-la da cassação e da cadeia. Ele é o inevitável José Dirceu.
Os corruptos que brilharam no carnaval temporão viveram neste Sete de Setembro uma segunda Quarta-Feira de Cinzas.
Por @augustosnunes
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Veja o mapa das manifestações contra a corrupção programadas para o Dia da Independência em 35 cidades
No começo eram algumas dezenas de insatisfeitos com a safra de escândalos envolvendo ministros, figurões do segundo escalão e empresários clientes do governo. Com o uso da internet, os descontentes se multiplicaram por ao menos 17 estados. E resolveram acrescentar aos festejos do Dia da Independência, neste 7 de setembro, manifestações contra os assaltos impunes aos cofres públicos. Mais de 130 mil inconformados prometeram no Facebook participar dos atos de protesto programados, por enquanto, em 35 cidades brasileiras.
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A CORRUPÇÃO EM SEU ESPLENDOR


A palavra corrupção vem do latim corruptione, que denota decomposição, putrefação, depravação, perversão e desmoralização. Envolve uma série de atos e comportamentos tais como: extorsão, peculato, prevaricação, nepotismo, patrimonialismo, entre outros.
“O GOEMT é dirigido pelo primeiro postulante [Des. José Ferreira Leite] desde o ano de 2003, que exerce as funções de Grão-Mestre da obediência maçônica, sendo certo que o mesmo ingressou na maçonaria no ano de 1977, portanto, há mais de trinta anos (documento nº 31).
19/02/2010
