domingo, 21 de agosto de 2011

Corrupção - Trailer by UtopiaFilmesPT



Num país, uma rede de corrupção que envolve a classe política e autárquica, opera a partir do território inexpugnável do futebol. O sistema é de favores. A teia é de cumplicidades. Dirigentes desportivos, presidentes de Câmaras, dignitários do Estado, jornalistas, polícias, juízes, magistrados protegem-se uns aos outros. Silenciam e afastam todas as vozes discordantes. Há um rol de agressões misteriosas. A impunidade reina. As tentativas de fazer a lei prevalecer são sistematicamente condenadas ao fracasso. Os processos são arquivados. Juízes, magistrados, polícias e jornalistas honestos perdem as suas posições perante a indiferença geral. Até ao dia em que uma rapariga decide publicar um livro. O livro causa uma reacção na sociedade ...

Dilma se veste de caipira, e outro ministro vai para roça

sábado, 20 de agosto de 2011

Gravações da polícia mostram que, quando estava no Ministério da Pesca, Ideli Salvatti negociou cargos no DNIT

EXCLUSIVO
Gravações da polícia mostram que, quando estava no Ministério da Pesca, Ideli Salvatti negociou cargos no DNIT e lutou para manter um dirigente acusado de irregularidades. As conversas foram com o presidente local do PR, hoje preso por pedofilia

Claudio Dantas Sequeira


Ouça a conversa entre a então ministra da Pesca, Ideli Salvatti, e o presidente PR em Santa Catarina, Nelson Goetten

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ESTILO

Nos grampos da polícia a ministra revela como luta

para manter seus feudos no Ministério dos Transportes


"Eu tô apavorada com essa movimentação. Apavorada!"

Ideli, sobre a possibilidade de seu afilhado político ser afastado do DNIT


Durante a investigação de um crime de conotação sexual, a Polícia Civil de Santa Catarina usou o Sistema Guardião para, durante quatro meses, gravar as conversas telefônicas dos envolvidos. Essas gravações acabaram registrando conversas que nada tinham a ver com a investigação, mas contam com alto teor político. Os grampos revelam os diálogos que o principal investigado, o ex-deputado Nelson Goetten, então presidente do PR catarinense, manteve com diversas autoridades, entre elas a então ministra da Pesca, Ideli Salvatti. As gravações das conversas de Ideli com Goetten mostram a íntima relação entre os dois e aconteceram no dia 18 de abril. Duraram pouco mais de dez minutos. Foi a ministra quem ligou para o celular do ex-deputado, que estava sendo monitorado pela Polícia Civil, com autorização da Justiça. Ideli, hoje ministra das Relações Institucionais, não estava defendendo apenas um de seus indicados para cargos públicos. Ela defendia um administrador acuado por denúncias de irregularidades e com a cadeira disputada por outros petistas de Santa Catarina. O engenheiro João José dos Santos, desde 2003 superintendente do DNIT catarinense, até agora escapou incólume da faxina ética promovida pela presidente Dilma Rousseff na pasta dos Transportes. Mas pesa contra ele uma série de suspeitas (leia quadro). O TCU, por exemplo, já apontou indícios de superfaturamento em obras importantes, como a BR-101. E o Ministério Público Federal abriu investigações para apurar atrasos e inexplicáveis aditivos nos contratos das obras de ampliação de várias rodovias tocadas pelo departamento chefiado por Santos. Sua gestão é um retrato acabado da situação que provocou a razia oficial sob o comando do Ministério dos Transportes.


"Nós garantimos aquele dinheiro para iniciar a obra da duplicação...

Eles não tomaram as providências legais para iniciar.

E, não iniciando, a gente perde o dinheiro"


Ideli reclama da ineficiência de seu protegido


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SUPERFATURAMENTO

Obra da BR-101, comandada por João José, é alvo de

investigação do TCU e do Ministério Público Federal


O parceiro da cruzada por João José dos Santos, o agora presidiário Nelson Goetten, foi um dos principais apoiadores da campanha de Ideli para o governo de Santa Catarina em 2010 (ela perdeu a eleição para Raimundo Colombo, do PSB, ficou sem mandato no Senado e acabou premiada com o Ministério da Pesca). Segundo um cacique do PR, Goetten se apresentava como arrecadador da campanha. Ele diz ainda que, depois que virou ministra, Ideli dividia com Goetten o controle dos projetos do DNIT em Santa Catarina. O ex-deputado sempre teve acesso ao gabinete da ministra, a quem tratava como amiga. Eles estavam juntos, como mostra a gravação da polícia, para enfrentar a articulação capitaneada pelo ex-deputado Claudio Vignatti, rival de Ideli no PT estadual e até então o número dois na Secretaria de Relações Institucionais, que pleiteava no Planalto o posto de João José dos Santos. Em grampos de conversas com outros interlocutores, Goetten tratava do assunto sem cerimônias. “Vão ter que passar por cima de mim e da Ideli, cara!”, diz o ex-deputado para seu secretário Sérgio Faust. Segundo ele, a indicação era fruto de um acerto entre PT e PR. “Eu avisei o Luis Sérgio (então ministro de Relações Institucionais): se romperem o acordo, nem o capeta vai me fazer sentar com o PT de novo”, afirmou Goetten.


"Não preciso fazer nada. É trabalhar nos ouvidos de quem precisa saber das coisas"

Ideli revela a estratégia que adota nas articulações




Goetten também mantinha contatos frequentes com Claudinei do Nascimento, ex-coordenador de campanha e homem de confiança de Ideli. Hoje secretário-executivo de Relações Institucionais, Claudinei do Nascimento era chefe de gabinete no Ministério da Pesca. Em 12 de maio, às 10h49, ele telefona a Goetten para avisá-lo de que fora promovido a secretário-executivo da pasta após demissão de Evandro Gonçalo, acusado de direcionar emendas parlamentares para Santa Catarina sem autorização de Ideli. “Melhor para nós. Você e ela têm uma relação muito forte”, comemora o ex-deputado. Na sequência, Nascimento diz que a ministra pediu para avisá-lo que Gilberto Carvalho estaria em Florianópolis no dia seguinte. “A hora que tu falar com o Nelson vê com ele para a gente arrumar uma conversa com o Gilberto”, pediu Ideli, segundo o secretário. Em outra ligação, Nascimento recomenda que Goetten não telefone para o celular usado por Ideli em Santa Catarina e fornece o número de Brasília.



As relações de Ideli e com o presidente do PR catarinense não eram segredo para ninguém. Em 12 de maio, às 17h41, Goet­ten ligou para o também ex-deputado José Carlos Vieira (PR), e num diálogo cifrado avisou que estaria em Brasília. “Está combinado um jantar com a Ideli, o Ederaldo e o Pagot, na casa do Ederaldo”, afirma. Goetten se referia a Hideraldo Caron, petista que ocupava a direção de infraestrutura rodoviária. É atribuído a Caron, que acabou caindo por pressão do PR, o controle da obra de duplicação da BR-101, entre Palhoça (SC) e Osório (RS). A rodovia com 348 quilômetros de extensão já recebeu em seis anos 268 termos aditivos que aumentaram o custo do empreendimento em R$ 317,7 milhões. Ao todo, o governo federal já gastou na ampliação da BR-101 quase R$ 2 bilhões, cifra que deve subir com a construção de novos túneis e pontes que não estavam previstos no projeto original. A BR-101 é alvo de várias auditorias no TCU. Em 2009, o tribunal incluiu a obra na lista de irregularidades graves e determinou ao DNIT a retenção do pagamento de R$ 3,1 milhões, proibindo reajustes em contratos que já estivessem em andamento.



João José dos Santos, o protegido de Ideli, é acusado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) de má gestão. Projetos recheados de falhas e uma fiscalização precária têm provocado atrasos nas obras e criado um emaranhado de trocas de empreiteiras, que abandonam as obras depois de embolsar parte do orçamento ou se alimentam de constantes aditivos. O lote 26, de 28,6 quilômetros de extensão entre os municípios de Tubarão e Sangão, foi aditivado 12 vezes, elevando o preço da obra em 24,99% (o limite legal é de 25%), de R$ 92,6 milhões para R$ 115,8 milhões. As obras nesse trecho se arrastam desde 2005 e ainda não foram concluídas pela construtora Triunfo, que também teve problemas com sobrepreço nas obras do lote 29, entre Araranguá e Sombrio. Neste caso, o DNIT acabou rescindindo o contrato, e teve que abrir nova concorrência. Apesar das irregularidades, a Triunfo virou sócia da concessionária de pedágio do trecho da BR-101 que passa no Rio Grande do Sul. O caso está sendo investigado pelo procurador federal Celso Três. “Além das vidas perdidas em decorrência dos atrasos na obra, a lentidão e os problemas verificados na duplicação da BR-101 trazem prejuízos incalculáveis para a economia catarinense e de todo o Sul do País”, alerta o presidente da Fiesc, Glauco José Corte.


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EM CAMPANHA

Em outubro de 2010, Goetten fez campanha eleitoral ao lado da ministra Ideli


Outra obra suspeita, sob responsabilidade de João José dos Santos, é a duplicação da BR-280, incluída no pacote de projetos suspensos pela presidente Dilma Rousseff no início de julho. Com uma extensão de 73,9 quilômetros, a rodovia foi orçada inicialmente em R$ 941 milhões. O valor depois foi revisto para R$ 885 milhões. O procurador do Ministério Público Federal, em Joinville, Mário Sérgio Barbosa, instaurou inquérito civil para apurar suspeita de direcionamento na concorrência. Não é a primeira vez que a estrada apresenta problemas. Em auditoria realizada em 2009, em obras de recuperação da BR-280, os técnicos do TCU descobriram que as “distâncias médias de transporte” (DMT) utilizadas no projeto e orçamento do lote 1 da licitação eram superiores às reais, havendo sobrepreço de R$ 4,1 milhões. Antes que o Tribunal deliberasse pelo saneamento da irregularidade, o Dnit rompeu o contrato com a empreiteira e abriu nova licitação. Os técnicos também questionaram por que o cimento para a obra estava sendo adquirido em Curitiba e não em Florianópolis, que seria mais barato. Com a rescisão do contrato, o processo foi arquivado e João José não precisou dar mais explicações. No MPF de Santa Catarina há outros inquéritos em curso. Um deles apura a omissão na recuperação e na fiscalização das rodovias BR-163, BR-292 e BR-158. A Procuradoria catarinense também instaurou inquérito para investigar denúncia de superfaturamento na obra emergencial da ponte sobre o rio Hercílio Luz, no km 117 da BR-470, no valor de R$ 13 milhões. Além das rodovias, o MPF investiga um possível favorecimento de empreiteiras e transportadoras com o atraso do DNIT na instalação dos postos de pesagem, que impede a fiscalização e acarreta prejuízo para os cofres públicos. Pelo que se vê, a então ministra da Pesca, Ideli Salvatti, ao apadrinhar João José dos Santos, estava pescando em águas turvas. 



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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Oposição lança campanha para CPI na web


A ideia é fazer com que o cidadão possa pressionar e fiscalizar os parlamentares para a criação da comissão
Da Redação, com Agência Brasil noticias@band.com.br
Partidos de oposição lançaram hoje o movimento pela criação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da Corrupção. A ideia é fazer com que o cidadão possa pressionar e fiscalizar os parlamentares para a criação da CPMI cujo objetivo é investigar as denúncias de corrupção no governo federal.

“A CPMI terá esse papel, investigar tudo amplamente”, disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). “[A comissão] Será suprapartidária, tanto é que já conta com assinaturas de diversos partidos: PCdoB, PMDB, PV, PP, PSC. Todos da base do governo”, completou.
SITE PARA ASSINATURAS -

Participe desta campanha coloque no seu twitter, facebook, orkut o selo para buscar mais respeito ao dinheiro público. Clique aqui

sábado, 13 de agosto de 2011

Zona de Rebaixamento: Síntese de um Ministério Desclassificado


Principais trechos da entrevista coletiva de Paulo de Tarso Teixeira, diretor executivo da Polícia Federal de Brasília.


Merval Pereira comenta insatisfação da PF com críticas


Deputada do Amapá suspeita de desvios nasceu em presídio

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1308201111.htm
Deputada do Amapá suspeita de desvios nasceu em presídio

ANDREZA MATAIS
DE BRASÍLIA

Responsável pela destinação de milhões de reais para a ONG que desviou recursos do Ministério do Turismo, a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) é conhecida no Congresso por sua história parecer enredo de filme.
A mãe engravidou dela quando estava presa por homicídio, em Macapá (AP). Ela matou o marido depois de descobrir que ele a traía com a sua vizinha.
A futura deputada só saiu do presídio quando tinha cinco anos, graças a um indulto de Natal. Com a ajuda das irmãs mais velhas, formou-se em sociologia.
No quinto mandato como deputada federal, Pelaes foi acusada por presos na Operação Voucher de ficar com parte do dinheiro desviado do Turismo, o que ela nega.
Sua história foi revelada em 2010, durante uma reunião da Câmara que discutia a legalização do aborto.
Numa fala emocionado no Congresso, ela contou que sua mãe poderia ter optado pelo aborto, mas não o fez.
"Ela já tinha cinco filhos, um estava com ela na penitenciária, e ali ela foi abusada. E esta mulher que está aqui hoje nasceu e não sabe quem é seu pai", relatou.
O procurador do Amapá pediu à Procuradoria-Geral da República que analise a suspeita envolvendo Pelaes.
Como ela tem foro privilegiado, caberá à Procuradoria-Geral da República denunciá-la ou não ao Supremo Tribunal Federal.
Depoimentos de presos pela PF apontaram que a deputada se beneficiaria de parte dos recursos públicos liberados de suas próprias emendas ao Orçamento da União. Ela afirma que as acusações são "caluniosas".

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Acusados usavam sala de ministério, diz escuta da PF e Filho de ministro do TCU coordenava defesa



Filho de ministro do TCU coordenava defesa

DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO

Escutas da Polícia Federal revelam que os acusados de desvio de verbas no Turismo tinham livre acesso ao Ministério para, segundo a investigação, fraudar prestação de contas dos convênios.
Segundo diálogos obtidos pela Folha, os donos da ONG Ibrasi chegaram a usar a sala do assessor do secretário-executivo da Pasta, Frederico da Silva Costa, chamado de "bambambã" e "reverendo", para combinar uma defesa às investigações do TCU (Tribunal de Contas da União).
As gravações mostram que a estratégia era coordenada pelo advogado Tiago Cedraz, filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz, e seu sócio Romildo Olgo.
Os documentos apresentados pelo ministério e pela entidade ao TCU deveriam ficar "de acordo".
Ainda segundo o relatório da PF, Luiz Gustavo Machado, diretor do Ibrasi, e um dos seus subcontratados se reuniram com Antônio dos Santos Junior, assessor de Frederico, no 2º andar do Ministério no dia 31 de maio.
Dois dias depois, ao lembrar a reunião, Machado e o empresário comentam, em telefonema, que um dirigente do ministério "está muito preocupado".
Machado e Junior agendam uma reunião com a participação do número 2 do ministério e do "dr. Cedraz", que a PF afirma ser o filho do ministro do TCU.
"Temos uma novidade boa. Ficou marcada uma reunião aqui para quarta-feira, com o dr. Fred, o dr. Milton mais o dr. Cedraz", diz Machado no áudio.
À Folha, o filho do ministro disse que o Tiago citado nos áudios é outro advogado de seu escritório. E negou atuação no caso.
Segundo relatório da Polícia, o encontro foi frustrado por coincidir com a data da posse da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
O uso da estrutura do ministério nas fraudes apontadas pela Polícia Federal também envolveram missões oficiais de servidores do ministério a Macapá para tratar de supostos acertos sobre os convênios irregulares.

Copa era alvo de esquema, afirma juiz


Principais nomes do ministério presos pela PF têm ligações diretas com a preparação do Mundial e da Olimpíada

MARIA CLARA CABRAL
FILIPE COUTINHO
DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

O esquema que usou empresas falsas para desviar dinheiro em convênio com o Ministério do Turismo planejava fraudar e lucrar com os programas de capacitação do governo para a Copa-2014 e a Olimpíada-2016, segundo as justificativas do Ministério Público Federal para pedir as prisões na Operação Voucher esta semana.
O argumento foi endossado pela Justiça Federal. Foram presos servidores do ministério e empresários investigados no esquema que, segundo a PF, fraudou um convênio de R$ 4,4 milhões.
No total, o ministério planeja investir R$ 257 milhões e treinar 230 mil pessoas para receber turistas durante a Copa do Mundo.
Ao determinar a prisão dos envolvidos, o juiz federal Anselmo Gonçalves da Silva afirma que a Copa iria "potencializar fraudes" no programa de capacitação.
Esse foi o canal utilizado pelo esquema para, segundo a PF, simular treinamentos e desviar dinheiro.
"Fica evidente que as ações são reiteradas, sendo certo que a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas, com forte repercussão na área do turismo, poderia redundar na potencialização dessas fraudes", escreveu o juiz ao justificar o pedido de prisão preventiva.

PLANEJADORES
Os principais nomes do ministério que foram presos pela PF na operação têm ligações diretas com a preparação dos eventos.
São eles: Frederico Costa, secretário-executivo do ministério, Colbert Martins, secretário de Desenvolvimento do Turismo, e Mário Moysés, ex-presidente da Embratur.
Frederico e Colbert são os responsáveis pelo programa Bem Receber Copa, destinado a capacitar profissionais da área para receber os turistas durante os jogos, vinculado à secretaria de programas de desenvolvimento.
Mário Moysés, por sua vez, aguardava a indicação para trabalhar na APO (Autoridade Pública Olímpica), parceria do governo federal com o Estado e município do Rio.

OUTRO LADO
Os advogados de Frederico, Colbert e Moysés negam envolvimento de seus clientes e dizem que as prisões são injustificadas.
O Ministério do Turismo informou, em nota, que o programa Bem Receber Copa está em andamento e tem controles realizados pela CGU (Controladoria Geral da República) e pela Fundação Getulio Vargas.
Segundo o Ministério Público Federal, a proximidade com a Copa e o alto volume a ser investido pela pasta é um dos motivos para fundamentar a prisão dos envolvidos no esquema de desvio de dinheiro e, assim, "extirpar as raízes" do grupo durante a preparação dos jogos.
"Sabe-se que parte desses recursos investidos [na Copa e Olimpíada] passará pelo Ministério do Turismo, exatamente onde a organização finca as suas raízes, razões a mais, portanto, para extirpá-la", escreveu o procurador Celso Leal em seu parecer.
Segundo investigação da PF, os R$ 4 milhões do Turismo que deveriam treinar pessoas no Amapá foram desviados por meio de todo o tipo de fraude, incluindo ONGs de fachada, notas fiscais falsas e a conivência de funcionários públicos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

TCU vê sobrepreço em 2 contratos da ferrovia Norte-Sul


TCU vê sobrepreço em 2 contratos da ferrovia Norte-Sul

Tribunal determina devolução de R$ 82 mi pagos a mais pela estatal Valec e recomenda paralisar obras

TCU também aplicou multa a gestores e pediu a retenção de R$ 1,8 mi de contrato de obra do Dnit em Mato Grosso

DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

O Tribunal de Contas da União confirmou sobrepreço de R$ 82 milhões em dois contratos da ferrovia Norte-Sul em TO, mandou cobrar os recursos pagos a mais e recomendou ao Congresso que mande paralisar as obras.
Segundo o relator, ministro Valmir Campelo, a construtora Andrade Gutierrez, responsável pelos dois lotes num contrato com a estatal Valec, estava cobrando por despesas indiretas valores acima do razoável.
A Valec, estatal ligada ao Ministério dos Transportes responsável pelo sistema ferroviário, foi um dos focos de irregularidades na crise que derrubou a cúpula da pasta.
Os dois contratos somam R$ 537 milhões para 212 quilômetros e foram assinados em 2007. Eles já sofreram três aditivos e, no total, o custo já passa dos R$ 605 milhões.
Desde o início o TCU tem apontado problemas e recomendou várias vezes ao Congresso a paralisação da obra.
Segundo o relator, a Valec pagava por salários de algumas categorias valores até 50% acima da tabela e queria receber por dias parados pelas chuvas valores iguais aos dias de trabalho.
Esse trecho estava com cerca de 50% de sua execução. O relatório aconselha abrir procedimento para saber quanto foi pago além e os servidores que permitiram o sobrepreço. Eles também terão de ressarcir o erário.
O advogado da construtora, Francisco de Freitas Ferreira, diz que é preciso levar em conta especificidades da obra, tabelas de preços atualizadas e custos adicionais resultantes de atrasos. A Valec diz que tomará providências quando notificada.
O TCU também aplicou multa a gestores e determinou a retenção de R$ 1,8 milhão de um contrato de conservação do Dnit em MT.
Segundo o ministro Aroldo Cedraz, relator do processo, as obras de conservação da BR-164, no valor de R$ 144 milhões, iniciadas em 2008, tinham várias irregularidades como superfaturamento e preços acima do mercado.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2807201106.htm

domingo, 24 de julho de 2011

Você está sendo vigiado (pelo seu telefone) - Superinteressante

Você está sendo vigiado (pelo seu telefone)

O mundo ficou escandalizado ao descobrir que o iPhone registra os lugares onde o dono esteve. Mas seu arquirrival Android também faz isso. Veja por que os smartphones se tornaram os maiores aparelhos de espionagem do nosso tempo - e saiba o que você pode fazer para se defender.

por Bruno Garattoni


GPS

QUAL O PROBLEMA - O telefone registra a sua localização (e, no caso de celulares Android, envia essa informação para o Google).

COMO RESOLVER - No Android, entre em Definições/Localização e desmarque os itens Utilizar redes e Utilizar satélites (isso afetará serviços como o Google Maps). No iPhone, conecte o aparelho ao computador e faça a atualização para o sistema iOS 4.3.3.


MICROFONE

QUAL O PROBLEMA - Existem aplicativos espiões, que podem acionar o microfone do celular - e transformá-lo num grampo que captura os sons do ambiente.

COMO RESOLVER - No Android, evite aplicativos e procedência duvidosa (só baixe programas da loja oficial e leia os comentários dos outros usuários antes de instalar qualquer coisa). No iPhone, não instale o aplicativo Color - e não deixe que o celular seja manuseado por pessoas em que você não confia. Se você suspeita que seu celular possa estar infectado por um aplicativo espião, a única solução segura é reinstalar o sistema operacional do aparelho. iPhone: conecte o celular ao seu computador, abra o iTunes e clique em Restore (atenção: o conteúdo do celular, como contatos e agenda, será apagado). No Android, siga as instruções do fabricante.


CÂMERA

QUAL O PROBLEMA - A câmera registra o local onde cada foto foi tirada. Se você publicar as imagens na internet, outras pessoas terão acesso a esse dado.

COMO RESOLVER - Transfira as fotos para o seu computador. Clique nelas com o botão direito, selecione Propriedades e Detalhes e clique em Remover. Esse procedimento vale para o Windows 7. Se você usa Mac, use o programa Small Image (goo.gl/eEYx6).


TELEFONE

QUAL O PROBLEMA - O smartphone armazena uma lista de chamadas feitas e recebidas, prato cheio para cônjuges desconfiados (segundo uma pesquisa feita nos EUA, 65% das mulheres e 40% dos homens xeretam o celular do parceiro).

COMO RESOLVER - No Android, instale o aplicativo aFirewall, que esconde as ligações e os SMS de determinadas pessoas. No iPhone, instale o Fake Call History.


FOURSQUARE

QUAL O PROBLEMA - Pode revelar sua localização em tempo real, criando um risco. Nos EUA surgiu até um site, o pleaserobme.com (por favor me roube), listando os endereços de usuários que estavam fora de casa.

COMO RESOLVER - Utilize um pseudônimo ao criar sua conta, não coloque foto no perfil e, para maior proteção, desabilite os recursos Mayorship e Who’s Here.

http://super.abril.com.br/tecnologia/voce-esta-sendo-vigiado-pelo-seu-telefone-632080.shtml

terça-feira, 19 de julho de 2011

Assuntos Padrão: A Política e Você

Assuntos Padrão: A Política e Você: "Quando se fala em política a primeira coisa que nos vem à cabeça é um monte de bandidos, safados que nos fode todos os dias, certo? E quando..."

sábado, 16 de julho de 2011

Claudia Wasilewski: O CASO RAPUNZEL NÃO FOI INVESTIGADO

Claudia Wasilewski: O CASO RAPUNZEL NÃO FOI INVESTIGADO: "Depois de analisar a vida do Coelhinho Maconheiro e denunciar a injustiça contra o Lobo Mau , quero que vocês pensem comigo como tem furos ..."

terça-feira, 5 de julho de 2011

Vereança Rio Preto: CRAF - Projeto Pioneiro da Menino Jesus de Praga é...

Vereança Rio Preto: CRAF - Projeto Pioneiro da Menino Jesus de Praga é...: "Justiça interna 49 viciados em agressão “Não faço mais nada, consigo me controlar com minha ex-mulher. Se estou num lugar e surge alguma ..."

Anonymous brazil passeata 2 de julho de 2011 protesto e prisões

Nosso tempo: Os hackers e a Rede Social

Ótimo texto de @MirandaSa_

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Nada de volta do passado, nem viagens (ainda) irrealizáveis ao futuro; devemos viver o nosso tempo, da Rede Social ameaçando os poderes e os hackers devassando os segredos da meia dúzia que subtrai a informação dos povos.

Isto ficou transparente com as incursões do Wikileaks nos arquivos do Departamento de Estado dos EUA. Essa entidade nada tem de pirata; é uma organização legal sediada em Estocolmo, que divulga documentos, fotos e informações confidenciais de interesse público, tiradas de arquivos governamentais e empresariais.

Certos dados diplomáticos que estavam armazenados em pastas sigilosas de vários países foram publicados sob o aplauso geral e – por uma dessas coincidências históricas inexplicáveis – expandiram-se juntamente com a ação das redes sociais do Norte da África, derrubando as ditaduras tunisiana e egípcia.

Foi uma explosão na Web que assustou os donos do mundo. A aragem democrática nos países árabes que resultam nas deflagrações populares do Iêmen, Líbia e Síria são conseqüências da comunicação através da Rede Social, que informa, mobiliza, organiza e lidera coletivamente, sem os políticos profissionais, partidos e organizações civis com fins de conduzir a sociedade.

Será que este trabalho pode ser considerado um “ataque de hackers” como querem – no Brasil – os detentores do governo federal? Não, enquanto as invasões forem executadas para o bem, contra o totalitarismo, a corrupção e a cooptação dos movimentos sociais e populares pelo suborno e a chantagem.

Para salvaguardar a Democracia ameaçada pelo corporativismo embutido no populismo, o novo movimento social e popular das redes virtuais. Não se trata de conspirações virtuais, mas de uma ação concreta de guerra ao poder corrompido pela degeneração dos seus quadros partidários.

No Brasil, as incursões de hackers me parecem amadorísticas pó não terem, até agora, acenado para as campanhas ativas da Rede Social. Eles invadiram arquivos do governo federal registrando presença ou tirando do aros sites da Presidência da República, Petrobras, Receita Federal, IBGE e ministérios do Esporte e da Cultura.

Agiram também, pontualmente, no Senado Federal, Universidade de Brasília e alguns órgãos estaduais nas Minas Gerais, em São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia em ofensivas virtuais inconsequentes.

O desencontro entre os hackers “do bem” e a Rede Social é lamentável. Os protestos mobilizadores levantados no Twitter, Facebook, Orkut e outros, como no caso Palocci, a greve dos bombeiros do Rio de Janeiro e mais recentemente a imoral entrada do BNDES em negócios particulares do empresário Abílio Diniz poderiam ter sido fortalecidos com essa reunião.

Igualmente seria uma boa sugestão, que uma frente informatizada da Rede Social e dos hackers do bem participasse não apenas das contestações populares, mas também das lutas reivindicatórias do proletariado, e, inarredavelmente na defesa do meio ambiente.

No nosso tempo, assistimos o enfraquecimento da representação política, as instituições republicanas, os partidos, os sindicatos e demais associações de classe. Diante deste quadro, vemos a projeção do conflito entre a cidadania e a supra-estrutura política, sem outros meios de participar senão através da Web.

No Brasil, a insurreição virtual tornar-se-ia forte, física e moralmente, se a informação sobre os relacionamento anti-povo de governantes e empresários fosse divulgada pelos que dominam a nova tecnologia da informática.

É isto que classificaríamos como a vanguarda sócio-política. Colocar o instrumental tecnológico a serviço dos reais interesses da Nação restauraria a esperança na República pondo nos seus lugares os poderes Executivo, Judiciário e Legislativo para cumpria suas reais finalidades.

Contra esse objetivo de salvação nacional, as forças reacionárias levantam-se contra por hackers sem distinguir, como fazemos o pirata do revolucionário. Pedem legislação dura e punições severas ao que chamam a revelação de conluios ”atentados ao serviço de utilidade pública”.

Com tal acusação, se enforcaria Tiradentes de novo, mas hoje esta coisa é difícil graças a uma arma política cada vez mais democratizada, o computador.

domingo, 3 de julho de 2011

Corte de gastos na CGU prejudica trabalho de combate à corrupção


Sem poder visitar os municípios, auditores dizem que não é possível acompanhar a execução de obras e projetos

Publicado em 04/07/2011
O corte de gastos promovido pela presidente Dilma Rousseff (PT) neste ano está prejudicando o trabalho de fiscalização e combate à corrupção. A denúncia é da Associação Nacional dos Auditores Federais de Controle Interno (Anafic), que representa os profissionais de nível superior da Controladoria-Geral da União (CGU). Dados do próprio governo federal mostram que houve queda de 70% na verba destinada às viagens do pessoal da CGU. Sem poder visitar os municípios, os auditores dizem que não é possível acompanhar a execução de obras e projetos.

De acordo com dados do Portal da Transparência do governo federal, até sexta-feira passada a CGU tinha recebido apenas R$ 859,2 mil para bancar diárias de funcionários, e outros R$ 294,2 mil para custear as passagens. A média mensal destinada a cada atividade foi, portanto, de R$ 143,2 mil e R$ 49 mil, respectivamente. Valores bem inferiores à média registrada no ano passado: R$ 575,1 mil para hospedagem (queda de 75%) e R$ 171,7 mil para as passagens (queda de 71%).

De acordo com o diretor-presidente da Anafic, Márcio de Aguiar Ribeiro, os auditores entendem a necessidade de redução de gastos no governo federal, mas criticam o corte em uma área tão sensível, que é o combate à corrupção. “É um discurso contraditório. O governo quer reduzir os gastos, mas acaba inviabilizando o trabalho de um órgão que faz o controle da despesa pública”, afirmou.

Outro lado
Ações voltam no segundo semestre

A Controladoria-Geral da União (CGU) confirmou, por meio de nota, que algumas ações de fiscalização e combate à corrupção não foram realizadas neste ano. “O que estamos fazendo é adiar algumas ações para o segundo semestre, esperando que a situação melhore”, diz a nota. Segundo a CGU, o órgão está estudando outras formas de fiscalizar a execução de obras que usem dinheiro da União.

Uma das medidas é impedir que as prefeituras façam o saque das verbas do SUS na boca do caixa. O órgão não detalhou a medida, mas informou que já fez a sugestão à presidente Dilma Rousseff para baixar um decreto sobre o assunto.

Na nota, o órgão ressalta que “a redução no orçamento da CGU é a mesma que atingiu todas as áreas de fiscalização do governo”, e que esse corte seria de apenas 25%. A controladoria informa que está concentrando a redução de despesas de custeio. A Presidência da República não quis se manifestar sobre o assunto.

Saiba mais
Confira os valores do contingenciamento de verbas do governo federalVistorias

Um dos principais programas da CGU, o da fiscalização dos municípios, está sendo diretamente afetado, explicou Ribeiro. Pelo menos uma vez por semestre a União promovia um sorteio para definir 60 municípios (entre aqueles com até 500 mil habitantes) que terão seus contratos com o governo federal analisados por auditores. Os profissionais da CGU vão até as cidades, examinam contas e documentos e inspecionam pessoalmente obras e serviços em realização.

Entretanto, o sorteio previsto para ocorrer em 2 de maio não foi realizado e postergado para agosto. O sorteio seguinte está previsto para outubro, mas pode ser alterado. Enquanto isso, os auditores têm concentrado o trabalho em Brasília e proximidades. “O critério de trabalho não é mais dar atenção para aquilo que tem mais relevância, mas sim para o que vai demandar menos recursos”, declarou Ribeiro.

O trabalho promovido pela Corregedoria-Geral da União também está sendo prejudicado, segundo a Anafic. “A investigação de fraudes envolvendo funcionários públicos federais não pode ser feita, pois os auditores não fazem viagens para realizar oitivas e ouvir testemunhas”, relatou.

O orçamento da CGU para este ano é de R$ 681,3 milhões, 2% abaixo do autorizado para 2011 (R$ 696 mil). As despesas totais da União giram em torno de R$ 1,9 trilhão. Em janeiro, o governo federal decidiu cortar R$ 50 bilhões das despesas. Na época, a ministra do Plane­jamento, Miriam Belchior, anunciou que as diárias de funcionários públicos seriam reduzidas. Ela enfatizou que a partir de então seria preciso “fazer mais com menos”.

Anonymous - Passeata 02 de Julho de 2011

terça-feira, 28 de junho de 2011

Tecnologia: veja como evitar ser mais uma vítima dos hackers – Correio da Bahia by @HigorJorge

By Higor Vinicius Nogueira Jorge on junho 29, 2011



Especialistas dão dicas para usar a internet com mais segurança
28.06.2011 Atualizado em 28.06.2011 – 06:05 CORREIO O QUE A BAHIA QUER SABER

Victor Longo Redação CORREIO
victor.longo@redebahia.com.br

Os amantes e defensores do mundo da internet costumam dizer que o caos da rede mundial de computadores é sua principal vantagem. Mas é justamente nesse caos que deitam e rolam os hackers – anônimos, geralmente jovens, que dominam as tecnologias de rede e se aproveitam para protestar, ganhar fama ou até mesmo para cometer crimes como roubar e vender informações para fazer dinheiro.


Depois de ter orkut supostamente invadido, Daniela Cunha promete evitar acessar links em redes sociais

“Inicialmente os hackers eram vistos como jovens que queriam ganhar fama, mas há cinco anos esse estereótipo mudou e os ataques são, em sua maioria, voltados para o ganho financeiro ilegal”, diz Paulo Vendramini, diretor-comercial da Symantec Brasil, empresa de tecnologia em segurança da informação.

Os hackers voltaram a ganhar visibilidade no país na última semana, quando vários sites do governo, como o do IBGE, da Petrobras, de vários ministérios e até da Presidência da República foram alvos dos “piratas da internet”.

Os casos reavivaram no Congresso Nacional projetos de lei que criam legislação específica para os crimes cibernéticos – um deles será votado no Senado amanhã -, e motivaram uma declaração pra lá de polêmica do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que ontem chegou a cogitar chamar hackers para trabalhar no ministério.

Cuidados “Mas não é só governos que os cybercriminosos atacam, as pessoas comuns também são presas fáceis”, considerou o delegado Higor Vinicius Nogueira Jorge, professor de análise de inteligência da Academia da Polícia Civil em São Paulo. Ele alerta para cuidados em casa e no trabalho.

“Inicialmente, o usuário deve tomar muito cuidado com os sites que visita e evitar aqueles de procedência duvidosa – como pornográficos, páginas de programas piratas ou que forneçam músicas e vídeos para download”, enumerou o delegado.

Outra dica crucial é ter instalado em seu computador um bom antivírus para evitar, detectar e remover arquivos maliciosos. “É importante manter não só um antivírus, como programas antispyware (que atacam programas espiões, como cavalos de troia) e os firewalls, que criam filtros entre as comunicações de uma rede com outra, evitando invasões no computador”.

Cuidados devem ser tomados com links duvidosos, como os enviados por desconhecidos por e-mail, bem como com as redes sociais, como orkut, facebook e twitter. “Toda informação divulgada nesses meios pode ser aproveitada por criminosos para conseguir dados que os ajudarão nas invasões”, diz o especialista.

Depois de uma suspeita de invasão no seu perfil do orkut, a psicóloga Daniela Cunha promete não marcar bobeira nas redes sociais. “Percebi que no meu perfil constava um acesso numa data na qual eu não tinha mexido no computador. A minha ação imediata foi cancelar o perfil na hora e criar outro”, relatou.

Daniela diz ter vários amigos que já caíram na já conhecida pegadinha dos links que aparecem no espaço para recados do orkut com mensagens suspeitas. “Eu recebo várias mensagens com links falando que tem vídeos e fotos minhas, por exemplo, mas nunca os abro”, explicou a psicóloga.
A recomendação do delegado Higor é nunca clicar nos links, mas digitar o endereço no navegador utilizado.

Higor e Vendramini ainda aconselham que os pais usem programas de controles de acesso para estipular conteúdo que seus filhos acessem. Outra regra que não pode ser ignorada sob nenhuma hipótese é a de nunca fornecer dados sigilosos a desconhecidos, nem mesmo a amigos pela internet.

No ambiente corporativo, a recomendação é que a empresa monitore os acessos dos funcionários e sempre os conscientize. “O empregado precisa saber que ele é o principal instrumento para evitar invasões e o vazamento de informações de uma empresa a criminosos”, explicou o delegado.

CUIDADO COM OS HACKERS!
Antivírus – Instalar um bom antivírus ajuda a detectar, evitar e remover arquivos maliciosos.
Anti-spyware – Programas anti-spyware evitam programas espiões, como os conhecidos “cavalos de troia”.
Firewall – Instalar dispositivos de Firewall ajuda a filtrar comunicações entre redes.
Evitar sites duvidosos- Páginas com pornografia, programas pirata e downloads de vídeo e mp3 devem ser evitados.
Atualizações – Manter seu sistema operacional (Windows) e os programas sempre atualizados e evitar usar os piratas.
Links – Ter cuidado redobrado com os links duvidosos em e-mail e redes sociais. Digite o endereço que pretende visitar, nunca os acesse diretamente.
Sigilo – Nunca fornecer dados sigilosos pela internet em situação insegura.
Empresas – Monitorar acessos dos funcionários e conscientizar empregados.
Pais – Usar programas para controlar acessos dos filhos.

Piratas de olho nos celulares
Outro terreno fértil para a atuação dos hackers são celulares e dispositivos móveis – como notebooks, netbooks, tablets, iPhones, smartphones e outros. “Os nossos estudos mostram que o foco dos criminosos está mudando para os dispositivos móveis, acompanhando os interesses dos usuários e as tendências de mercado”, explicou Paulo Vendramini, diretor-comercial da Symantec Brasil. “Com mais gente usando, os celulares, por exemplo, viram um alvo mais atraente”.

Vendramini chamou atenção para a necessidade de ter cuidado com a utilização do celular. “É muito comum, por exemplo, uma pessoa tuitar ou mandar informações pessoais para as redes sociais pelo celular. Usamos os aparelhos móveis mesmo quando estamos desatentos”, ressaltou. Como medidas de segurança, ele sugere fazer backups de informações e evitar levar laptops para locais pouco seguros, assim como passar o celular por muitas mãos.

Em um estudo recente, a Symantec verificou a vulnerabilidade das plataformas móveis populares. Nos primeiros meses de 2011, essas brechas já foram usadas para infectar centenas de milhares de equipamentos, tanto de uso pessoal como corporativo.

Estudos da empresa de tecnologia Mocana mostram que 47% das organizações não acreditam que sejam capazes de gerenciar adequadamente os riscos introduzidos por dispositivos móveis. O mesmo índice, de 45% das organizações, afirma que a preocupação com segurança é um dos maiores obstáculos ao uso de dispositivos inteligentes.

Extraída do site: http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/tecnologia-veja-como-evitar-ser-mais-uma-vitima-dos-hackers e http://www.higorjorge.com.br/468/evitar-hacker-bahia/

OPERAÇÃO POMAR - Receita Federal investiga fraude bilionária no comércio exterior

A Receita Federal do Brasil (RFB) deflagrou hoje (28) a “Operação Pomar”, com o objetivo de combater organização criminosa suspeita de cometer fraudes no comércio exterior.




A Operação Pomar, realizada conjuntamente pela Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público Federal, apura indícios de prática de diversos crimes, tais como: contrabando, descaminho, evasão de divisas, sonegação de tributos federais e estaduais e lavagem de dinheiro, entre outros, cometidos pela organização criminosa investigada.


Estão sendo cumpridos 17 mandados de prisão, sendo 13 preventivas, e 65 mandados de busca e apreensão nas empresas e residências dos suspeitos. Participam da operação 130 servidores da Receita Federal e cerca de 300 policiais federais.


Além das prisões e dos mandados de busca, a Justiça Federal decretou o seqüestro de bens e o bloqueio de recursos financeiros dos suspeitos.




As ações ocorrem simultaneamente em 08 estados, São Paulo (onde se concentram as fraudes), Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, Alagoas, Espírito Santo, Rondônia, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.


O prejuízo aos cofres públicos, pelo não recolhimento dos tributos devidos, foi estimado em R$1,5 bilhão.




As investigações tiveram início há quatro anos com a suspeita da existência de fraudes na constituição de empresas, geralmente inexistentes de fato e com sócios sem capacidade econômico-financeira. Essas empresas foram utilizadas no intuito de ocultar os reais beneficiários das operações de comércio exterior, blindando-os contra fiscalizações da Receita Federal e representações criminais. Esta mesma rede de empresas é suspeita de remeter divisas ao exterior por meios ilegais.


Os produtos importados pela organização criminosa investigada eram geralmente destinados a áreas de comércio popular, como a “25 de Março” e a região do Brás, em São Paulo.


A operação foi denominada POMAR, em referência à extensa quantidade de empresas “laranjas” constituídas pelos envolvidos no esquema.


O Superintendente da Receita Federal em São Paulo participará de entrevista coletiva às 14:30 horas no auditório da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde serão repassadas outras informações relativas à operação Pomar.




Assessoria de Comunicação Social - Ascom/RFB

domingo, 26 de junho de 2011

Manifestante se fantasia de Dilma Ruimseff para Parada Gay 2011 UOL

Os ataques crackers no Brasil e seus efeitos penais decorrentes by @EmersonWendt


Não quero aqui traçar um tratado ou finalizar um assunto sobre a conduta dos "hackers" nos últimos dias em relação aos sites brasileiros. Quero sim, colocar o assunto para que haja o debate, já que alguns, como a Dra. Laine Souza, entendem que não há tipo penal na Lei brasileira que possa ser utilizada para enquadrar as condutas praticadas.

Inicialmente, para que possamos entender melhor o assunto, há que se diferenciar o tipo de conduta cracker utilizada para os ataques aos sites governamentais. Pelas divulgações da mídia, em suma foram duas as formas de ataques: o ataque de negação de serviços e a pixação virtual de sites, ou seja, respectivamente, ataque DDoS e defacement.

Para SOLHA, TEIXEIRA e PICCOLINI (2000), o ataque DDoS se caracteriza, resumidamente:
O ataque DDoS é dado, basicamente, em três fases: uma fase de "intrusão em massa",na qual ferramentas automáticas são usadas para comprometer máquinas e obter acesso privilegiado (acesso de root). Outra, onde o atacante instala software DDoS nas máquinas invadidas com o intuito de montar a rede de ataque. E, por último, a fase onde é lançado algum tipo de flood de pacotes contra uma ou mais vítimas, consolidando efetivamente o ataque.
Já o defacement é um termo de origem inglesa para o ato de modificar ou danificar a superfície ou aparência de algum objeto, usado comumente para categorizar os ataques realizados por defacers e script kiddies para modificar a página de um sítio na Internet (in Wikipedia, neste link).

No primeiro caso - ataque DDos - a tipificação penal hoje possível no Brasil é a prevista no art. 265 do Código Penal:
Art. 265 - Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública:
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.
Nesse caso, há que se demonstrar que o que está na internet é um serviço de utilidade pública e que por conta da ação houve a indisponibilidade desse serviço à população. Isso não ocorrerá, por exemplo, nos sites de órgãos governamentais que apenas disponibilizam notícias ao público. Um exemplo claro de serviço público disponibilizado através de um site público é quanto à solicitação de passaportes junto à Polícia Federal: indisponibilizado o serviço por ataque de negação de serviço caracterizado está o crime de "Atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública".

De outra parte, pode surgir a pergunta: nesse caso a vítima é a Administração Pública, mas e se o particular se sentir prejudicado, o que sobra a ele? Poderíamos conjecturar quanto ao crime de dano, previsto no art. 163 do Código Penal, porém o dano tem de ser tangível para a comprovação. A reparação, por parte do usuário prejudicado, pode ser também na área cível, buscando a reparação de dano.

No caso de defacement - desconfiguração de páginas na internet -, podem ocorrer duas possibilidades: 1) o serviço público posto à disposição penal internet é de utilidade pública: se foi indisponibilizado por ação cracker de desconfiguração da página, caracterizado está o delito acima citado (art. 265 do CP); 2) o site governamental não contém um serviço de utilidade pública: neste caso, uma vez tangível o dano, geralmente caracterizado pela criação da página, bancos de dados, manutenção e o custo da reparação, caracterizado está o crime de dano, conforme segue:
Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia:
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.
Dano qualificado
Parágrafo único - Se o crime é cometido:
.....
III - contra o patrimônio da União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista;
.....
Pena - detenção, de seis meses a três anos, e multa, além da pena correspondente à violência.
Outro aspecto que poderá ocorrer em razão da ação hacker: invasão de site/rede pública com acesso ao banco de dados, reservado ou confidencial, e divulgação e divulgação dos dados. Caracterizaria o previsto no art. 153, § 1º-A? Veja o teor do artigo:
Divulgar, sem justa causa, informações sigilosas ou reservadas, assim definidas em lei, contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública:
Pena – detenção, de um a quatro anos e multa.
A dúvida que surge é se é um crime comum ou próprio esse previsto no parágrafo primeiro, pois que o do caput é crime próprio. O nosso entender é de que é um crime comum e que qualquer pessoa pode cometê-lo. Sendo assim, uma vez de posse dos dados, mesmo que por invasão de um sistema, com consequente divulgação, há caracterização do crime.

Bom, e se o criminoso virtual invadiu o banco de dados, não modificou, não danificou e apenas copiou os dados? E se os colocar à venda? E, caso alguém os utilze para fins de criação de documentos falsos, registros de sites etc? Isso é assunto para o próximo artigo. Até lá!

Veja neste artigo em como se proteger dos ataques de negação de serviço: Tudo que você precisa saber sobre os ataques DDoS, por Liliana Esther Velásquez Alegre Solha, Renata Cicilini Teixeira e Jacomo Dimmit Boca Piccolini, neste link.

domingo, 19 de junho de 2011

MPF de Tocantins divulga lista dos 66 doadores irregulares de campanha


Ministério Público Eleitoral, por intermédio da Procuradoria Regional Eleitoral no Tocantins, ofereceu 34 representações ao Tribunal Regional Eleitoral contra pessoas físicas que realizaram doações de recursos para campanhas eleitorais em 2010 acima do permitido pela legislação. Somadas às que foram oferecidas contra empresas, o total é de 66 representações que podem multar os doadores irregulares, além de outras sanções.

As representações são respaldadas em informações da Superintendência Regional da Receita Federal no Estado do Tocantins, que atendendo a requerimento da PRE/TO forneceu a relação nominal das pessoas físicas e jurídicas cujas doações a campanhas eleitorais, no pleito de 2010, ultrapassaram os limites previstos no artigo 81, parágrafo 1º, da Lei n. 9.504/97. No caso de pessoas físicas, o limite é de 10% do rendimento obtido no ano anterior. Para empresas, é permitido realizar doações de até dois por cento do faturamento bruto do ano anterior à eleição. A multa a ser aplicada é a mesma nos dois casos, e pode variar de cinco a dez vezes o valor doado acima da limitação legal.
Fonte:
http://www.prto.mpf.gov.br/info/info_detalhes.php?ctg=1&sctg=1&iid=4671

Veja abaixo a lista dos doadores:

PESSOA FÍSICA
01 JOÃO CARLOS DA COSTA
02 NAYRA LORENA SOUSA LUZ GONÇALVES
03 FRANCISCO AUGUSTO LOPES ROCHA
04 EVANDRO CESAR SOARES NASCIMENTO
05 DURVAL PINHEIRO E SILVA
06 ANA PERES DE SOUZA
07 CLOVES OLIVEIRA VALADÃO
08 DIEGO CUNHA PIRES MAGALHAES
09 ELIVALDO BARBOSA MORENO JÚNIOR
10 FABIANO FERRAZ DE AZEVEDO
11 GILSLAINE LEMES DA SILVA
12 KENIA MARLLA DA SILVA GONÇALVES
13 MAURIVAN DE SOUZA NUNES CARVALHO
14 MILTON NERIS DE SANTANA
15 NILTON FERREIRA DE BORBA
16 RAILDA CRISTINA SILVA MARTINS
17 SERGIO SKEFF CUNHA
18 VALMIR LOPES DA SILVA
19 VANILDO DA SILVEIRA ARANTES
20 AGNES ROCHA BARBOSA
21 EURÍPEDES ANTÔNIO ALVES
22 SINDOMAR MESSIAS PIRES
23 QUEILA MONTEIRO DE FIGUEIREDO
24 OLINDA ROCHA BARBOSA
25 MAHMOUD WADIN ELKADI
26 WESLA DOURADO ARAÚJO
27 VALERIA LOPES BRITO
28 VALTENIR TEOFILO AZEVEDO
29 IRANEIDE ALVES DE OLIVEIRA BARROS
30 ROSANA FERREIRA DE SOUZA MORENO
31 ANTÔNIO CARLOS GOMES BEZERRA
32 RICARDO BENEDITO KHOURI
33 NORALDINO MATEUS FONSECA
34 ZACARIAS AZEVEDO JÚNIOR

PESSOA JURÍDICA/ADMINISTRADOR
01 ARAGUAIA CONSTRUTORA INCORPORADORA E COMÉRCIO DE IMÓVEIS LTDA. e ATAIDES DE OLIVEIRA
02 EMCAM ENGENHARIA LTDA., e ALCIR FAUSTINO MARQUES,
03 JP COMÉRCIO & SERVIÇOS GRÁFICOS LTDA. - ME, e JAMES MENDES DA SILVA,
04 PROPAG SERVIÇOS DE PUBLICIDADES LTDA., e MUNIZ ARAÚJO PEREIRA
05 TAXI AEREO PALMAS LTDA., e JAKSON ALBERTO REIS
06 AGROINDUSTRIAL ORUAM LTDA., DIEGO MARINHO MEDEIROS DE MOURA, e aMATHEUS MARINHO MEDEIROS DE MOURA
07 AUTO POSTO DE COMBUSTIVEIS GARIMPINHO LTDA., e JOÃO BATISTA BESSA
08 AUTO POSTO GOIÁS LTDA. e JOSÉ COIMBRA FILHO
09 BATISTA PEREIRA & RODRIGUES LTDA. e JOÃO BATISTA DIAS PEREIRA,
10 BOIFORTE FRIGORÍFICO LTDA. e JOAQUIM CARLOS SABINO DOS SANTOS
11 CONSTRUTORA JALAPÃO LTDA e CLEYTON MAIA BARROS
12 CONSTRUTORA VALE DO SÃO FRANCISCO LTDA. e HERMENEGILDO RODRIGUES DE LIMA
13 E. A. R. PEREIRA – COMBUSTÍVEIS e EDUARDO AUGUSTO RODRIGUES PEREIRA
14 F T MENDES & CIA LTDA. e FABRÍCIO TONELINE MENDES
15 FENIX DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA., e CARLOS MAURÍCIO ABDALLA
16 FERREIRA E FEITOSA LTDA. e IZABEL CRISTINA PAES FEITOSA
17 GUAPORE INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA. ME. e ANTÔNIO CARNEIRO DA SILVA FILHO
18 J.S. OLIVEIRA & CIA LTDA. - ME, e MARIA DE LOURDES SANTANA OLIVEIRA
19 M & C COMÉRCIO DE ELETRODOMÉSTICOS LTDA. e VALTENIR TEOFILO AZEVEDO
20 M.P. VALADARES e MARLY PEREIRA VALADARES
21 MACOPAN MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA. e VOLNEI LUIZ LAUXEN
22 MARCELO CAETANO ME e MARCELO CAETANO
23 MELLO PAPELARIA E COPIADORA LTDA. e FRANCYS PIERRET GONÇALVES GONTIJO
24 N. F. TREVISAN – ME e ALEX DE SOUZA LINS
25 NOGUEIRA E SILVA LTDA. e LEANDRO NOGUEIRA RAMOS
26 OASIS TURISMO COMUNICAÇÃO E MARKTING LTDA e PEDRO MARCOS COSTA DA SILVA
27 OGAWA RIBEIRO & MENDONÇA LTDA., ALEXANDRE OGAWA DA SILVA RIBEIRO e ROGÉRIO AUGUSTO MAGNO DE MACEDO MENDONÇA
28 POSTO DA PRAÇA COMÉRCIO DE DERIVADOS DE PETRÓLEO LTDA., JOÃO BATISTA DIAS PEREIRA e MARILENE RODRIGUES ALVES DIAS
29 QUARTETTO SUPERMERCADOS LTDA., EDNA CARVALHO DAMASO, ELTO QUINTINO BORGES, e MARIA DE FÁTIMA DE JESUS
30 RODÃO COMÉRCIO E SERVIÇOS DE PEÇAS PARA VEÍCULOS LTDA e ANTÔNIO BORBA PEREIRA
31 ROSY PAULA RESPLANDE BENÍCIO e ROSY PAULA RESPLANDE BENÍCIO
32 S. CAMPOS e SHYRLENE CAMPOS

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Assista à sessão da comissão que ‘convocou’ Palocci


O vídeo acima exibe o momento em que foi a voto, na Comissão de Agricultura da Câmara, o requerimento de convocação do ministro Antonio Palocci.

Presidente da comissão, o deputado Lira Maia (DEM-PA) anuncia a votação: “Os senhores parlamentares que são favoráveis ao requerimento permaneçam como estão.”

O plenário da comissão estava apinhado. As imagens mostram que alguns poucos gatos pingados se animaram a levantar o braço.

Os demais, por convicção ou descuido, permaneceram inertes, corroborando a convocação de Palocci.

“Aprovado o requerimento”, proclama Lira Maia. Segue-se um tumulto. Ao fundo, ouvem-se vários pedidos de “verificação de votação”.

O pedido de verificação serve para exigir que sejam colhidos os votos individuamente, por meio de declaração no microfone.

O problema é que, precavida, a oposição já havia requerido uma votação nominal anteriormente.

Reza o regimento que uma nova verificação só pode ocorrer uma hora depois da anterior. Prazo que ainda não havia decorrido.

Lira Maia claudicou: “...Queria explicar que votação nominal não cabe por uma questão de interstício. Mas eu vou repetir a votação”.

Partidários de Lira, um par de ‘demos’ acorreu ao microfone: Ônix Lorenzoni (RS), autor do requerimento, e ACM Neto (BA), líder do DEM.

“Votação aprovada tem que ser respeitada”, disse Ônix. “Não existe desvotar”.

“O que Vossa Excelência acabou de fazer é algo que ocorre todos os dias no plenário da Câmara dos Deputados”, ecoou ACM Neto.

“Cabe ao senhor presidente observar o comportamento do plenário e anunciar o resultado da votação...”

“...O processo ocorreu, Vossa Excelência proclamou o resultado, o relatório está aprovado”.

Seguiu-se um burburinho. E ACM Neto: “Aprovaaaaado, aprovaaaado, o requerimento está aprovado. E o senhor ministro Antonio Palocci está convocado”.

Sob protestos, o resultado foi mantido.

Escrito por Josias de Souza às 21h06

segunda-feira, 30 de maio de 2011

R$ 90 MILHOES DAS BICICLETAS LARANJAS DO HADDAD






PREGÃO ELETRÔNICO Nº 40/2010
Modalidade:
PREGÃO ELETRÔNICO PARA REGISTRO DE PREÇOS Nº 40/2010, do tipo MENOR PREÇO POR ITEM

Objeto:
FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO – FNDE, com sede na cidade de Brasília-DF, inscrito no CNPJ sob o nº 00.378.257/0001-81, torna público que fará realizar licitação, na modalidade de Pregão Eletrônico para registro de preços, sob o número 40/2010, do tipo MENOR PREÇO POR ITEM, constituindo objeto desta licitação o Registro de Preços, consignado em Ata, pelo prazo de 12 (doze) meses, para eventual aquisição de bicicleta escolar para alunos da educação básica das redes públicas de ensino nos Estados, Distrito Federal e Municípios, de acordo com as especificações, quantidades estimadas e condições constantes do Termo de Referência - Anexo I do Edital.








domingo, 29 de maio de 2011

Lula usou ex-ministro para intimidar emissoras

CLAUDIO HUMBERTO - FOLHA DE LONDRINA


'(O juiz) tem que aprender que jornalista não é inimigo'

Ministro Cezar Peluso, presidente do STF, defendendo o Judiciário mais comunicativo

Lula usou ex-ministro para intimidar emissoras

A audiência da presidenta Dilma ao ex-jornalista e ex-ministro Franklin Martins foi uma jogada de Lula para tentar estancar o sangramento de Antônio Palocci e calar emissoras de rádio e tevê, que, para ele, faziam ''campanha'' para derrubar o ministro da Casa Civil. A notícia da ''iminente nomeação'' de Martins para o Ministério das Comunicações foi uma ameaça velada às emissoras, que têm pavor à ideia.

Troca-troca

O plano de Lula, ''vazado'' para a imprensa, seria deslocar Paulo Bernardo para a Casa Civil e nomear Franklin Martins em seu lugar.

Deu chabu

O ''plano maquiavélico'' de Lula falhou porque as emissoras não se intimidaram com Franklin Martins, que prega o controle da imprensa.

Lindbergh ataca o Código para pressionar o PT

O senador Lindberg Farias (PT-RJ) resolveu atacar o Código Florestal, aprovado na Câmara, mas ninguém acredita em suas supostas convicções ambientalistas. Lideres do PT já ''captaram a mensagem'': ainda sem apoio no partido para disputar o governo do Rio em 2014, ele tenta colocar os petistas contra a parede flertando com o PV, para insinuar aliança com Marina Silva, que derrotou Dilma no Rio, em 2010.

Infiel militante

Os petistas não duvidam das ameaças de Lindberg Farias: ele já se filiou ao PCdoB, PSTU e PT. PV seria mais um.

Segundo escalão

Petista histórico, Duncan Semple deixou a assessoria especial da Presidência da República. É amigo de Lindberg Farias.

Telhado de vidro

O líder do governo Dilma na câmara, Candido Vaccarezza (PT-DP), vai entrar na linha de tiro do ''fogo amigo'': é acusado no Planalto de dedicar tempo demais a sua construtora (que um dia foi vidraçaria).

O conto do PAC

Inaugurada por Lula e Dilma em 2009, a estação de tratamento de esgoto de Anhumas, em Campinas (SP), recebeu recursos do PAC por intermédio da Caixa. A Constran, envolvida no escândalo do suposto ''mensalinho'' na prefeitura, tocou parte da obra de R$ 56,3 milhões.

Estrela que sobe

Dilma tem prestigiado o sub de Palocci na Casa Civil, o advogado Beto Vasconcelos. Ela já chegou a mediar um confronto entre os dois, em vez de demitir o subalterno, e até pediu para ele ''melhor tratamento''.

Miserê

A consultoria econômica francesa Gecodia, sobre miséria mundial, revela que no primeiro trimestre a Espanha se lascou, mas o Brasil vem logo atrás em desemprego e inflação, com Rússia e Turquia.

Novo mandato

O presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardemberg, já apela a Lula para ter seu mandato renovado ainda em setembro, dois meses antes do prazo final. Falta combinar com a presidenta Dilma.

Saiu perdendo

O ex-presidente do PT Ricardo Berzoini (SP), que bateu o bumbo no inferno astral de Antônio Palocci, fez cara de nojo com a oferta de duas diretorias da ECT em troca dos cargos perdidos no Banco do Brasil.

Grande irmão

A Coordenação Estratégica de Comunicação da autarquia federal Serpro submeteu servidores a uma pesquisa de avaliação, on-line, mas eles tinham que informar CPF e senha, tornando possível identificá-los.

Pensando bem...

...a ''gerentona'' Dilma agora terá que gerenciar a ingerência de Lula.

PODER SEM PUDOR

Quando um 'animal' fala...
Interventor de Minas Gerais, Benedito Valadares era conhecido pelo vocabulário esquálido e os gestos pouco elegantes. No início dos anos 40 do século passado, em visita a Manhuaçu, na zona da mata, ele discursou:

- Manhuasuínos! Não vos desanimeis. Animais, como eu...

Um apavorado assessor o interrompeu para informar, baixinho, que a palavra correta era ''manhuasuenses''. Era tarde: a multidão, ofendida, já iniciara a debandada.